A Garganta da Serpente

. Permart

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O meu canto

O meu canto é triste porque vivo.
Canto cinza, solitário e quedo.
À espreita de luz.
Sombra reluzente e indizível.
Cinza alma mal amada.
Solitário retrato na parede branca.
Quedo canto de aves ao entardecer obscuro.
O meu canto é triste porque não canto.
O meu canto é triste porque é verdadeiro.
O meu canto é triste.
Porque, canto?
O meu canto cinza e quedo é triste porque é só.
Porque nele externo meus prantos.
E são tantos!
Tantos prantos francos.
No meu canto cinza e quedo.
Quedo e triste canto.


(A. Permart)


voltar última atualização: 19/12/2007
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