A Garganta da Serpente

Mário de Sá Carneiro

 
  • aumentar a fonte
  • diminuir a fonte
  • versão para impressão
  • recomende esta página

INTER-SONHO

Numa incerta melodia
Toda a minh’alma se esconde
Reminiscências de Aonde
Perturbam-me em nostalgia...

Manhã d’armas! Manhã d’armas!
Romaria! Romaria!

......................................................................

Tateio... dobro... resvalo...

......................................................................

Princesas de fantasia
Desencantam-se das flores...

......................................................................

Que pesadelo tão bom...

......................................................................

Pressinto um grande intervalo,
Deliro todas as cores,
Vivo em roxo e morro em som...

(Paris 1913 – Maio 6)

(Mário de Sá Carneiro)


voltar última atualização: 30/05/2017
9949 visitas desde 01/07/2005

Poemas deste autor:

Copyright © 1999-2020 - A Garganta da Serpente