A Garganta da Serpente

Lucien

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O BECO

Meu mundo é um canto odioso
Um beco moroso cheirando a mediocredade
Estou atado a ele por um cordão
A vida fez tal bizarra comunicação

Quem passa por tal beco se confunde
Se eu sou ele ou ele eu

Mundo... mundo, decrépto
em suas ambiguidades
Tanto que certa vez
Em sonho ou realidade
Abriu me sua bocarra
E devorou-me pela metade

A outra metade cuspiu
Não por estar satisfeito
Mas por sarcasmo e crueldade

E hoje encontro-me aqui
O Meio-homem vivido
aos vermes da terra espiar
Sem dó nem arrependimento
Porque beco fui, sou e vou continuar.


(Lucien)


voltar última atualização: 24/08/2002
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