A Garganta da Serpente

Heloisa Galvez

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Letras Mortas

Transito, entre palavras.
Atropelo sílabas nas faixas brancas
Sei que sempre passo no farol vermelho
Esmago frases nos pneus traseiros

Buzino entre estrofes
Descabelo as mais esnobes
Vou sem freio pelo verso
Atravessando letras mortas
Na marcha ré do caminho inverso

O mapa desse caminho
É uma aberração literária
Não me coloque no meio
De um soneto severo
Me desespero...

As regras são o côncavo do meu convexo
Meus olhos não têm acesso...


(Heloisa Galvez)


voltar última atualização: 26/10/2010
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