A Garganta da Serpente

Artur da Távola

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EMBORA SONETO

Vivo meu porém
No encontro do todavia
Sou mas.
Contudo
Encho-me de ainda
Na espera do quando
Desando ou desbundo.
Viver é apesar
Amar é a despeito
Ser é não obstante.
Destarte
Sou outrossim
Ilusão, sem embargo
Malgrado senão.


(Artur da Távola)


voltar última atualização: 02/09/2010
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