A Garganta da Serpente

Andréa Muroni

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A REINVENÇÃO DAS HORAS

Meu corpo te pede
meu sono te chama
E na aspereza desta insone melodia
um novo dia se faz

Minh'alma desnuda não tem lugar
senão sobre o teu flanco

Queda-me a solitude
e a fatigante vigília
de meus olhos cegos
num vazio sem azul

Que hoje não cuido teu corpo
hoje eu não guardo o teu sono


(Andréa Muroni)


voltar última atualização: 09/02/2005
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