A Garganta da Serpente

Antônio Carlos Tórtoro

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COVARDE

Covarde!
Fugitivo da própria vida...
Fugiu das prostitutas,
do prazer dos bares,
da farra entre amigos.
E ficou comigo,
com a família.
Com garra
lutou lutas
sem similares.

Covarde!
Fugitivo da própria vez...
Fugiu do vulgar,
do jogo estável,
da possibilidade de ser liberto.
E ficou bem perto,
em casa.
Pai de verdade
ocupou seu lugar
de forma notável.

Covarde!
Fugiu do próprio caminho...
Fugitivo da bebida,
das horas de diversão,
do grito largo do prazer.
E ficou para fazer
do seu trabalho
forma de lazer
sempre comprometida
com nossa satisfação.

Covarde !
Um dia fugirá de nós...
De bem com a morte,
sem temores de um tumor,
ou dificuldades financeiras.
E brincará novas brincadeiras
na senda do Criador.
Com saudades,
invejaremos daqui a sorte
de um covarde por amor.


(Antônio Carlos Tórtoro)


voltar última atualização: 07/08/2007
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