A Garganta da Serpente

Ana Paula Gama

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Na loucura de um desertor

Minha boca está sufocada,
                                        seca e amarga.

Suas mãos me tocava de forma brusca com as estaladas

Minha barriga,
                      braço,
                               e bunda ficaram roxas.

O que fazer com este demônio que me excita?

Suas mordidas seus beijos me deixaram louca.

Seu vinho,
               seus cílios
                              e sua voz.

Perdida na loucura do proibido, fico rindo.
Na rua e quando ouço músicas.

Minha alma desabrochou do puro e negro pudor...
No começo era culpa e agora é vaidade!

Quero encontros com sedes e desejos.
Sejamos livres na noite perdida daqueles que só almejam.
Sem compromisso, sem dúvida e sem amor.

Vamos nos permitir por momentos,

Senti o cio,
                 na pele
                            e na loucura de um desertor.

(28/02/2008)


(Ana Paula Gama)


voltar última atualização: 20/06/2008
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