A Garganta da Serpente

Ana Bokov

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Meu futuro serão roupas de brechó
Essa modinha que eu acompanho,
Toda a graninha que vem
Com um filantropo qualquer,
Minhas anarquias...
As besteiras que falo.
-
Tudo isso, um dia
Vai se esparramar
Tranqüilo...
Numa poltrona macia.
-
Sinal de velhice?
Sinal de uma doçura?
Frustração?
Desilusão?
Ainda não sei.
-
Não terei opção de disfarce
Tudo na cara...
Feito ferida fresca.
Rugas, pontes, "-ites", "-oses"
Overdose de carência, talvez.
-
Tudo que um dia realçou
Essa minha oposição à gravidade,
Valerá menos da metade...
Blusinha justa e tomara-que-caia.

(Ana Bokov)


voltar última atualização: 12/04/2005
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