A Garganta da Serpente

Alê Quites

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O circo cinza

Alimentando ilusões com a fome
Houve o espanto e a compreensão
Um palhaço infeliz
Dono de cães magros
Uma bailarina manca
Bailando entre o patético e o cinza
A boneca usava um velho vestido colorido
Para retratos em preto e branco
Mas as crianças espectadoras
Relutavam em manter a alegria
E tantos sorrisos nos rostos
Vive o pobre espetáculo
Reina a pura e rica imaginação infantil.


(Alê Quites)


voltar última atualização: 11/03/2008
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