A Garganta da Serpente

Alê Quites

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Parede de Reboco

Minhas palavras lançadas
Contra uma superfície áspera.
Massa feita de lágrimas
Suor, corpo, sangue
Terra e cálculos.
Poema recoberto
Da dura realidade
Rasga a epiderme
Protege agressivamente a alma
Na parede de reboco
Não entra pregos
Não existem quadros pendurados
Nem vasos de plantas.
Na irregularidade pousa poeira
No interior força a alma.
Do outro lado da parede
Gente e um lar vida.


(Alê Quites)


voltar última atualização: 11/03/2008
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