A Garganta da Serpente

Adriano Coutinho

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verso e prosa

Exclamo ao mundo um novo verbo amar; teamar.
Esqueço o passado imperfeito sem ter-te ao lado.
Aceito a realidade composta por justa imposição da paixão: você-e-eu.
Mostro a todos os pronomes que conheço: eu, tu e nós (só nós dois).
Faço-te de meu objetivo direto e indireto na oração de minha vida.
Aprendo, decoro, traduzo para todos os idiomas que eu possa (nesses o do amor) o verbete de meu dicionário: teu nome.
Descrevo teu viço;
Disserto sobre a importância de tua presença em minha vida.
Narro os passos desta paixão sem fim.
E numa singular pluralidade de nossos das nossas trocas de carícias,
Termino a última pagina de nosso romance com reticências.


(Adriano Coutinho)


voltar última atualização: 23/04/2004
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