A Garganta da Serpente

Adelmario Sampaio

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A COR DOS FILHOS DA TERRA

A cor da pele não erra
A verve dela que enterra
Buscando vida não sabe
Da volta à mesma terra

Que um dia gerou prole
Barro na mão que enrole
Feito boneco surgiu
Um homem ainda mole

E nela a vida emperra
Revolta como em guerra
Na luta da sobrevida
E morte nela encerra

Por mais que tudo controle
Negar o destino que arrole
Não há revolta que mude
Nem filho que não engole


(Adelmario Sampaio)


voltar última atualização: 14/09/2004
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