A Garganta da Serpente

A.C. Santiago

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Sangue e piche

Do fundo de meu coração jovial,
Cheio de edemas coléricos,
Jorram infinitos gritos histéricos.
Feridas nuas tratadas a sal.

Minhas quimeras poluídas por nuvens negras
Já não me permitem mais ter sono,
Lamurios dos corpos vivos que como
Incomodam-me como grunhidos de uma surda-muda cega

Peço ao deus da ciência que os vermes me comam com delicadeza.
Como comem os velhos burgueses sentados à mesa
E vorazmente devorem-me os olhos que só enxergaram o mal.

Meu coração agora coberto por uma espessa camada de piche quente
E meu estomago revolto que incessantemente regurgita gente
Matam-me a esperança de dentre esta nevoa encontrar um bom final.


(A.C. Santiago)


voltar última atualização: 17/03/2006
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