A Garganta da Serpente

A.C. Santiago

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Prazer, Sofrer, Liberdade.

E agora eu me dava o prazer de sofrer
Com a minha liberdade
Arrastando esta carcaça bêbada pela cidade
Fétida que nunca me deixou viver.

Monstro eu, não apenas devoro os demais,
Devoro até mesmo minha alma
E nem mesmo este saboroso prazer me acalma
Porque o gosto que possuira não existe mais.

Estávamos doentes, quase sem vida
Fingíamos não ver as feridas,
Sabendo que não podíamos enganar a nós mesmos.

Morte! Eu como sempre, inseguro,
Fechei os olhos e tudo estava tão escuro.
Não sei porquê, mas acho que morremos.


(A.C. Santiago)


voltar última atualização: 17/03/2006
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