A Garganta da Serpente

Anibal Beça

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SONATA PARA IR À LUA

Desnudo já me dou de mim doendo
na doação das folhas da floresta
que vão caindo sem saber-se sendo
pedaços de nós na noite deserta.

A lua imponderável vai ardendo
cúmplice em nossa luz de fogo e festa
Meus braços são dois galhos te dizendo
que o forte às vezes treme em sua aresta.

Esta outra face frágil de aparência
que só aos puros é dado conhecer
no abraço da paixão e sua ardência.

Mesmo cego de mim eu pude ver
e sentir no teu beijo a clara essência
que faz do nosso amor raro prazer.


(Anibal Beça)


voltar última atualização: 01/09/2009
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