A Garganta da Serpente
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As aparências enganam

(Lourdes Limeira)

Prá divulgação
Viver de aparência
Não é viver; é vegetar
O povo, hoje em dia, vive a esnobar
Maldito é seu viver
Vive de aparência
Mas, sua geladeira tá seca
Não tem nem água prá tomar
Passa a pão duro; a esmolar
O carrão troca todo ano; quer mais…?!
Mas, sua geladeira tá seca
A mulher dele é só osso
Quando sai à rua, o vento leva
Afirma que está na moda; parece caveira
Diz que é prá manter a forma
A mulher dele é só osso
Com seu cordão de ouro no pescoço
Alumia que só o farol da barra
Eita, su minino!
O Sr. é mesmo uma brasa.Mora…!
De tanta estripulia
Com seu cordão de ouro no pescoço
Bebe um uísque aloprado
Vive na putaria
Parece mais urubu na carniça
Tenham muito cuidado com ele
Bebe um uísque aloprado
Anda cheiroso só filho de barbeiro
É virado num dindin
Gosta de sorvete de amendoim
Ele mesmo se diz capeta
Anda cheiroso que só filho de barbeiro
As aparências enganam, minino
Sua casa está na hipoteca
O seu nome no Serasa
Não tem um tostão no bolso
As aparências enganam, minino
Num é que as ruas estão cheias desse tipo
Tem mais carro do que gente
Trafegando por aí
O bicho tá pegando; eu quero apenas açaí
Num é que as ruas estão cheias desse tipo
Termino a minha cantoria, muito desconfiado
Prá não fazer muito alarde
E da próxima vez
Vou mais é ficar calado
Termino a minha cantoria, muito desconfiado.

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