A Garganta da Serpente
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Quando achamos que tudo acabou...

(Teresa Dávila Malta)

Quando achamos que tudo acabou, algo começa, dentro de uma constelação infinita, onde nossos olhos talvez, não busquem a luz que de longe brilha infinitamente.

É como filme de faroeste, ficamos comendo terra amarga e seca, calor que entranha em nossas peles secas e encardidas.

E nada acabou, penso eu talvez, como poderia acabar tal mundo cruel? Ou talvez eu esteja sendo cruel demais para aceitar a consequência que todos nós temos que passar.

A morte pode ser lenta ou rápida, ela vem nos perseguindo desde que nascemos, mas existe a vida que não insiste desistir... Mas nada acabou, seus sentimentos serão os mesmos no outono e na primavera, quem sabe quando o inverno aparecer subitamente e você com coração partido e dilacerado não venham chorar em meus braços? Lágrimas são águas cristalinas de nossa alma, são gotas ardentes e suaves que deslizam fragilmente em nossas faces pálidas ou rosadas...

Solidão e desespero, uma angústia partida, uma culpa pulsante que correm em sua mente e coração. Não se culpe, deixe entrar em sua janela os raios da manhã, não permaneça na escuridão se lamentando por algo que deveria ser evitado; é passado, não vivemos nele, só nos encostamos ao cair da tarde para refletir as nossas saudades antigas.

E presente é algo que devemos presenciar a cada minuto, pois o segundo que passa é passado. Deixe a vida mostrar o canto dos pássaros que você não ouve há muito tempo, deixe-a mostrar as folhas cair graciosamente ao chão...

Deixe... Não se prenda, se liberte, viva, para um dia você compreender o porque de seus gritos ao nascer...

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