A Garganta da Serpente
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A parte rosada do amor

(Ramiro Ribeiro Batista)

"Nossa! Devo ter engordado um monte nestas férias. Você não acha?"

"Pra mim, 'tá bom! Quanto mais gordinha, melhor. Tem onde pegar.... Uaahh!"

"Ai, amor, pare de arrotar desse jeito!"

"Não consigo. Foi algo que andei comendo e que não me fez bem, de novo."

"E que cheiro é esse, amor? Você soltou outro pum? Que horror, você 'tá um porco e tanto hoje!"

"Mas e agora? Esse cheiro não é dos meus! Agora foi você, não foi? Confesse! Sua porquinha cor-de-rosa!"

"Sim, sim, agora fui eu, sim! Tenho meus direitos também. E este quarto agora 'tá que 'tá! Agora está um verdadeiro chiqueiro!"

"Mas não é gostoso, assim?"

"Se é! Vem, meu porquinho, vem. Põe de novo este seu lindo saca-rolhas (não muito grosso, mas branquinho, branquinho)! Mas vá mais devagar desta vez, 'tá!"

"Siiiiimmm!"

"O quê? Não acredito! Já fez? Mas..."

Quatro meses depois: foram doze os lindos e róseos leitõezinhos que nasceram, fortes e saudáveis. Um, obviamente, foi chamado de "Babe" .

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