A Garganta da Serpente
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Nem bumba... nem boi
(globalização?)

(Rosa Pena)

Venha Justino, a Estudantina nos espera. Vamos pôr fogo na galera.

Encolho a minha barriga, você coloca um chapéu, fica igualzinho ao Gardel.

Esquece a portaria e eu esqueço a patroa.

Uso o vermelho dela, que nela já era.

Levamos na minha bolsa o uísque do patrão, é do bão!

Lá, só gastamos no guaraná e nas batatinhas!

Essas eu pago com a hora extra que ganhei.

Se ela não paga!? Vou pra justiça do trabalho, essa é a que não falha.

Que carne de sol o quê?! Fala sério play.

Use a "gurja" das lavagens dos carros dos bacanas pra gente pagar o tal do couvert artístico. Eta nome danado de bonito esse.

Nem sei por que, se o show sou eu e você.

Vou pôr gumex, fingindo que é gel.

Bote o terno do falecido seu patrão, morto não discute.

Espero você às vinte e duas na esquina.

Nem bumba, nem boi, essa época já se foi.

Adios, Paraíba!

Sem rango, fico no Rio e me esbaldo no tango.

Vou desligar, a fila do orelhão aumentou.

No próximo salário compra um celular, coisa que qualquer otário daqui tem.

Bye bye, baby!

(2004/livro PreTextos)
  • 2235 visitas desde 20/05/2006
  • Publicado em: 20/05/2006
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